Sinopese: Francine Prose faz uma crítica literária e defende que o diário é uma obra de arte, um texto literário pensado e planejado. Os originais comprovam que Anne escreveu pensando em seus futuros leitores, reescrevendo e editando inúmeras passagens. Ela se via como uma escritora - e era de fato talentosa, como se vê por sua habilidosa construção de diálogos e personagens, seu olho para os detalhes, seu domínio do ritmo da narrativa. Além de fazer uma análise literária da obra, Prose conta a trajetória de Anne e sua família, chamando a atenção para detalhes em geral ignorados. E reflete sobre as discussões e produtos gerados a partir do livro - o Museu Anne Frank, a peça de teatro e o filme realizados a partir do Diário, as teorias que negam a autenticidade da obra, além da adoção do livro em escolas e o uso feito por professores em sala de aula.
A crítica é de fato interessante e um
ótimo livro para os fãs de Anne. Conta não só a história de Anne, como também o
meio em que ela vivia, como era a escola dela e como se encontrava a Holanda em
1940. Cita alguns amigos dela, vizinhos, possíveis suspeitos que poderiam ter
denunciado o Anexo Secreto e todos que ajudaram os judeus naqueles dois anos.
Francine também relata de como o livro se tornou peça de teatro e como chegou
ao cinema, citando ainda como o livro é usado nas escolas. Até a metade dele,
onde conta a ida de Anne para Bergen-Belsen a leitura é constante, se tornando
um pouco maçante a partir das citações do teatro, mas mesmo assim não deixando de ser um livro que eu recomendaria.
